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Reflexões sociológicas sobre o universo da prostituição
Os prazeres da noite, escrito pela historiadora Margareth Rago, estudiosa do mundo da prostituição, traz uma análise de como se estruturava o perfil da trabalhadora do sexo durante o período de 1890 e 1930. No livro, Margareth coloca em discussão a prostituição como espetáculo; a visibilidade feminina; a violência policial, as normas de vigilância e o discurso na ordem médica vinculando a prostituição como doença. A autora trata ainda da cultura do bordel, marcada pelo mistério, fascínio e atração e do tráfico das “escravas brancas” e das associações clandestinas.
A partir do que as relações sexuais entre homens e mulheres, na moderna sociedade brasileira, se constituíram em problema? Que razão havia efetivamente para se preocupar com elas? Por que motivos interrogar o comportamento das prostitutas, tão fortemente marcado pela dominação dos “homens livres”? Enfim, por que torná-las objeto de preocupação moral? Essas e outras questões, destacadas pelo sociólogo Sérgio Adorno que assina o prefácio do livro, são tratadas pela especialista na obra.
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Os prazeres da noite: prostituição e códigos da sexualidade feminina em São Paulo (1890-1930)
Margareth Rago
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