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Editora Paz e Terra

 

Origens – Opinião e Argumento

A Paz e Terra surge em 1967, fundada por Enio Silveira, então diretor da Civilização Brasileira. Juntamente com Moacir Félix, e inspirado pela encíclica papal Pacem in Terris, Enio cria a nova editora para divulgar idéias ecumênicas progressistas, o que acabaria por lançar no Brasil o ideário da Teologia da Libertação.

Já na década de 1970, a Paz e Terra enfrenta séria crise resultante dos embates com a repressão. Nessa época um grupo de intelectuais liderados por Fernando Gasparian editava o semanário Opinião, um dos mais importantes jornais da imprensa alternativa do país. O grupo Opinião, que já sentia necessidade de estrutura para a publicação de obras de maior fôlego, associa-se então à editora, que passa a contar entre seus acionistas com nomes como Alceu Amoroso Lima, Barbosa Lima Sobrinho, Berta Ribeiro, Celso Furtado, Dias Gomes, Érico Veríssimo, Fernando Gasparian, Fernando Henrique Cardoso, José Aparecido de Oliveira e Wilson Fadul.

É também nessa época, que a editora lança a revista Argumento. Criada para debater temas que variavam entre política, economia e artes, a revista teve sua circulação suspensa no quarto número devido às pressões da censura. O diretor responsável Barbosa Lima Sobrinho, o conselho consultivo e a comissão de redação decidiram interromper a tiragem da revista a ter a sua linha editorial falseada pela ditadura. O conselho consultivo era formado por: Florestan Fernandes, Helio Jaguaribe, Paulo Duarte, Octavio Paz, Sérgio Buarque de Holanda, Simão Mathias, Aníbal Pinto, Torcuato di Tella, Alain Torraine, Albert Hirschmann, Brian van Arkadie, Duddley Seers, além de Érico Veríssimo e Alceu Amoroso Lima, que também faziam parte do jornal Opinião. Já a comissão de redação era formada por Anatol Rosenfeld, Antonio Candido de Melo e Souza, Celso Furtado, Fernando Henrique Cardoso, Francisco Corrêa Weffort, Luciano Martins e Paulo Emilio Salles Gomes -- intelectuais e políticos que acabaram se projetando por suas importantes atuações no cenário nacional.

 

As Edições Graal

A partir daí, a Paz e Terra adota uma linha editorial mais abrangente e em 1976, adquire mais um selo, Edições Graal, mantendo seu ideal humanista.

Hoje seu catálogo possui aproximadamente 1.200 títulos, em diversas áreas, com ênfase para as ciências humanas. Possui vários títulos adotados nos principais cursos universitários do país. Conquistou 10 vezes o troféu Jabuti, inclusive o do ano de 2006 na categoria Economia, Administração, Negócios e Direito, entre outros prêmios.

 

2008 – A nova Paz e Terra

Hoje a editora está em nova fase, sem deixar de ser uma casa editorial independente, idealista e profissional, voltada à tradição de publicar o melhor do pensamento contemporâneo.

A Paz e Terra passou por uma reestruturação interna com a contratação de funcionários nas áreas administrativa e editorial, e ampliou suas atividades com a criação de novas linhas e constantes reedições, em projetos gráficos renovados e textos revistos e atualizados, de títulos que compõem seu fundo editorial.

Com um catálogo já consolidado, a editora acresce à sua lista de títulos autores clássicos e contemporâneos, nacionais e estrangeiros, nas áreas de história, filosofia, ciências políticas, sociologia, jornalismo investigativo, educação, literatura, entre outras.

 

 

Revista Opinião

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Editora Graal

 

 

 

 

 

Livros Paulo Freire

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